Oncologia: Capacidade emocional para tratar uma das doenças mais cruéis da atualidade

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O oncologista é responsável por tratar uma das doenças mais graves e avassaladoras dos dias de hoje: o câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 20 milhões de pessoas no mundo tem algum tipo da doença. Também de acordo com o INCA, surgem aproximadamente 600 mil novos casos no Brasil. Diante de muitas situações, onde tratamentos fortes são realizados para tentar salvar o paciente, o médico precisa ter muito conhecimento técnico e emocional para encarar os mais diversos e delicados momentos.

De uma hora para a outra, depois de um exame de rotina, alguém recebe a notícia que está com câncer e, a partir desse dia, a vida toma um sentido de luta e ansiedade a cada manhã. Histórias como essa são comuns e, portanto, dificilmente não sabemos de alguém que tenha passado por isso. Agora, imagine uma pessoa que lide com esse tipo de caso todos os dias. Por essa e outras razões que a oncologia está entre as especialidades médicas consideradas mais difíceis, em que o especialista costuma ter um contato mais próximo dos pacientes e familiares.

“Quando escolhi ser oncologista, a área estava inovando, com um crescimento cientifico muito grande. Porém, por termos um contato mais próximo de pacientes, precisamos ter um emocional forte, além de bastante conhecimento médico para ajudar essas pessoas”, explica o diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Rui Fernando Weschenfelder.

Diante de tamanha proximidade com os pacientes, muitos oncologistas dizem que um dos momentos mais difíceis na especialidade é a hora de dar uma notícia, justamente por tratarem uma doença muito agressiva. Porém, o diretor da SBOC enxerga essa situação por outro viés. “Sempre digo que nessas horas, apesar de serem momentos difíceis, não entregamos uma má notícia sem alguma solução”, conta Weschenfelder.