Presos que colocaram fogo em ala do presídio de Erechim terão regressão de pena

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Após a perícia comprovar que o incêndio no alojamento dois do Presídio Estadual de Erechim foi criminoso, os 61 presos que estavam na ala no momento do incidente terão regressão de pena: passarão do regime semiaberto para o fechado. A decisão foi tomada durante reunião entre a Vara de Execuções Criminais de Erechim, o delegado penitenciário e a administração da penitenciária na tarde de quarta-feira.

De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), dos 61 detentos – 30 irão para as celas das galerias do regime fechado e outros 31 para o alojamento um do presídio que estava interditado. Os presos do alojamento colocaram fogo em colchões do alojamento dois por volta das 9h de quarta-feira. O foco de incêndio foi rapidamente controlado pelo Corpo de Bombeiros. Dessa forma, nenhum preso e nenhum agente penitenciário ficou ferido ou precisou de atendimento médico.

Este é o sétimo incêndio em casas prisionais do Rio Grande do Sul em menos de um mês. Ao todo, seis presos morrerem e dez ficaram feridos. Os casos aconteceram no Presídio Estadual de Sarandi, na Penitenciária Estadual de Rio Grande, no Complexo Penitenciário de Canoas, noInstituto Penal de Carazinho, na Penitenciária Modulada Estadual de Osório e no Presídio Estadual de Dom Pedrito.

Todos os focos de incêndio ocorreram em alojamentos destinados aos detentos do regime semiaberto. O que fez a Susepe abrir uma “rigorosa” investigação para apurar as ocorrências de incêndio. Um levantamento do regime semiaberto gaúcho também está sendo realizado e os servidores receberam orientações de redobrar a atenção.

Um dos incidentes mais graves ocorreu na Penitenciária Estadual de Rio Grande, no Sul do Estado. O incêndio criminoso matou cinco presos e deixou sete feridos. O fogo atingiu o alojamento um do semiaberto – onde 42 presos cumpriam pena – e se espalhou para a ala 2, onde havia 49 detentos. De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o fogo foi causado pelos próprios presos, que provocaram um curto circuito.