Produtividade de soja e milho pode superar expectativa inicial na região do Alto Uruguai

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Os produtores de soja da região do Alto Uruguai devem intensificar a colheita nesta e na próxima semana, se o tempo permitir. Nesta safra, as lavouras semeadas contam com área total de 233.060 hectares com soja. Na semana passada, devido as constantes chuvas a colheita não avançou, conforme informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. A produtividade, em muitas lavouras, ultrapassa a 70 sacos por hectare. Mas também há lavouras com produtividade de 50 sacas por hectare devido a ocorrência de ferrugem. Até o momento 10% da área cultivada foi colhida e 90% está em fase de enchimentos de grãos e maduro por colher. A Emater/RS-Ascar prevê, que se as condições climáticas forem favoráveis, a média regional inicialmente prevista de 3.720 kg/ha pode ser superada na região do Alto Uruguai. A saca de soja está sendo comercializada entre R$ 70,00 a R$ 73,00. As constantes chuvas registradas na semana passada, com registro de 90 milímetros nos municípios, não ocasionaram prejuízos a cultura da soja.

As lavouras de milho, com área cultivada de 41 mil hectares, estão 90% colhidas, e os 10% restante estão em fase de enchimento de grãos. A produtividade média na região, da área colhida até o momento, é de 147 sacas por hectare, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar, já ultrapassando a média da safra passada em 10 sacos por hectare. Já as lavouras com milho destinado para silagem estão totalmente colhidas, atingindo em média de 42 mil quilos de silagem nos 32 municípios.

Os produtores já se preparam o cultivo das lavouras de trigo. No momento, estão encaminhando propostas para financiamentos aos bancos e compra de insumos. A saca do cereal está sendo comercializada entre R$ 39,00 a R$ 43,00, conforme a qualidade do grão.

Situação da fruticultura
Uva: Safra encerrada. Dos 540 hectares em produção e 17 hectares em formação, plantados no ano 2018, a média de produtividade foi de 20 toneladas/hectare. Os preços foram favoráveis de 40/% e 50% acima dos praticados na Serra Gaúcha. Há previsão de aumento de área, para 2019, em São Valentim e Floriano Peixoto.

Morango: Produtores estão realizando colheita com boa qualidade em estufas. Área existente hoje é de 6,7 hectares na região. Em Erechim, há incentivos da cultura e plantios urbanos com previsão de novas áreas de plantio. Preços de R$ 10,00 a R$ 15,00/kg.

Caqui: Produção boa e preços favoráveis. Os municípios de Barra do Rio Azul, Mariano Moro, Erechim, Centenário e Carlos Gomes contam com boa produção de caqui. Preços R$ 3,00 e 4,00/kg.

Citros: Fase de desenvolvimento e crescimento do fruto. Na próxima safra poderá ocorrer redução de produtividade devido antracnose. A previsão é de 380 hectares sejam implantados na região.

Noz pecã: Expectativa de boa produção em 2019.

Situação das criações
Apicultura: A semana foi de dias nublados e chuvosos, reduzindo sensivelmente a ação das abelhas, segundo informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. Apicultores preparando colmeias para inverno. Alta oferta tem dificultado a comercialização do mel em alguns municípios da região, com forte queda no preço. Na maioria dos municípios, o mel está sendo comercializado a R$ 15,00/kg. Mas em alguns municípios, o preço não passa de R$ 9,00/kg. O pólen, embalagem de 130 gramas vem sendo comercializado a R$ 15,00, e o própolis, embalagem de 100 ml, a R$ 15,00. Preço estável na semana.

Bovinocultura de corte: No momento, existe boa produção de pastagens. A nutrição é o maior custo de criação. Por isso, é importante oferecer pastagens abundantes e de alta qualidade aos animais. A suplementação com sal mineral e alimentos conservados, em períodos de escassez de alimentos, como por exemplo, no período outonal ou de baixas precipitações pluviométricas, completam a dieta dos animais.

A bovinocultura de corte tem se apresentado como uma boa alternativa para famílias com baixos recursos financeiros para investir. O boi gordo está sendo comercializado, em média, a 5,20 R$/kg PV. Vaca R$ 3,50 a R$ 4,00. Novilhos para reposição de R$ 5,40 a R$ 5,60. Preço estável na semana.

Bovinocultura de leite: Clima nublado e chuvoso reduziu o tempo efetivo de colheita de forragem dos animais e dificultou o manejo dos rebanhos em pastejo. Qualidade do leite e escala de produção tornaram-se imperativos para a permanência dos bovinocultores de leite no mercado. O preço do litro de leite variou entre R$ 1,00 e R$ 1,60, com média de R$ 1,30 o litro. Preço em alta na semana.

Piscicultura: Piscicultura regional está prestes a encerrar mais um ciclo de verão. A maior parte da produção deverá ser comercializada nas feiras do peixe durante a Semana Santa. Filé de tilápia foi comercializado a R$ 25,00/kg e carpas inteiras variam entre R$ 6,00 e 10,00/kg. A carpa capim geralmente tem melhor preço. A carpa húngura, por ser considerada um peixe de carne excessivamente gorda, tem sido comercializada a um preço 20 a 30% menor que a carpa capim. Preço estável.

Suinocultura: Produtores que trabalham no sistema de parceria estão recebendo entre R$ 28,00 e R$ 38,00/animal terminado. O ranking de 2018, divulgado pela ACSURGS, coloca Aratiba, com 145.286 animais abatidos, como o sétimo maior produtor de suínos do Rio Grande do Sul. Aratiba é o único município da região do Alto Uruguai Gaúcho que figura entre os 20 maiores do RS. Neste ano, o RS abateu 9.246.224 suínos. Os leitões estão cotados a 3,10 R$/kg. Preço estável.