Será que as frutas contêm mais antioxidantes do que imaginávamos?

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Os benefícios de determinados alimentos, como o suco de laranja, podem ser mais importantes do que pensávamos, conforme um novo estudo sugere que os métodos atuais para determinar a atividade antioxidante são apenas a “metade da história”.

Pesquisadores da Universidade de Granada desenvolveram um método chamado de resposta antioxidante global (GAR na sigla inglês), que afirmam fornecer uma análise mais aprofundada do assunto, já que avalia o alimento em sua totalidade.

Eles explicam que os métodos atuais para determinar os valores de antioxidantes refletem apenas a parte que é absorvida pelo intestino delgado, chamada fração líquida.

“O problema é que a atividade antioxidante da fração sólida (a fibra) não é medida, já que se assume que ela não seja benéfica”, diz o autor do estudo, José Ángel Rufian-Henares. “Porém, essa fração insolúvel chega ao intestino grosso e a microbiota intestinal também consegue fermentá-la e extrair substâncias ainda mais antioxidantes, que conseguimos avaliar com a nova metodologia”.

Ao usar seu método GAR, que simula a digestão gastrointestinal in vitro tanto dos sucos naturais ou artificiais de laranja, tangerina, limão e toranja, a equipe descobriu que 70% da atividade antioxidante foi encontrada na fração sólida, significando que os números poderiam ser muito maiores em relação ao que foi previamente estabelecido.

“A atividade antioxidante é, em média, dez vezes maior do que aquela que todos nós pensávamos até hoje, e não apenas em sucos, mas também em qualquer outro tipo de alimentos analisados com essa metodologia”, afirma Rufian-Henares.