Noz pecã: mais uma alternativa de renda na região do Alto Uruguai

355

Com objetivo de incentivar a produção e despertar o interesse para o cultivo da nogueira pecã em Erechim e nos municípios da região do Alto Uruguai, foi realizado, nesta terça-feira (12), o Primeiro Seminário de Pecanicultura da região. A programação foi sediada na propriedade da família Coan, localizada na comunidade Coxilha Seca, em Três Arroios. “Nossa ideia é ampliar a área”, disse o produtor Cleber Coan.

Os participantes receberam as boas-vindas do anfitrião e secretário da Agricultura de Erechim, Leandro Basso, do secretário da Agricultura de Três Arroios, Laércio Tubin, do gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, e do extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Erechim, Walmor Gasparin.

O secretário da Agricultura de Erechim agradeceu as parcerias e destacou que a prefeitura fomenta projetos para diversificar as atividades e viabilizar as pequenas propriedades. O secretário de Três Arroios também focou na importância de buscar alternativas de cultivos para a agricultura familiar.

O gerente regional da Emater, Gilberto Tonello, agradeceu as parcerias das prefeituras, da Universidade Regional Integrada (URI) campus de Erechim, e à família, por ceder o espaço e a propriedade para o evento. “Esta pode ser mais uma alternativa de produção e renda para a pequena propriedade, além de contribuir para evitar o êxodo rural e até para proporcionar que muitos jovens retornem às propriedades, garantindo a sucessão familiar”, enfatizou Tonello. Também prestigiaram o evento o professor da URI campus de Erechim, doutor em Agronomia, Paulo Sergio Gomes da Rocha, e o supervisor da microrregional, Valdir Zonin.

Após a abertura do evento, o assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater, Luiz Ângelo Poletto, falou sobre nogueira pecã como alternativa de renda na região. Segundo Poletto, os países com maiores áreas de cultivo são o Chile (com 24 mil hectares), a Argentina (6 mil hectares) e o Peru (com cultivo de 3 mil hectares). No Rio Grande do Sul, os municípios de Cachoeira do Sul, Anta Gorda, Canguçu, General Câmara, Santa Maria e Rio Pardo concentram a produção de nogueira pecã, com área total estimada de cultivo em 4.256,30 hectares, envolvendo 1.163 produtores na atividade. A produção estimada é de 1.987 toneladas.

Já no Alto Uruguai, o cultivo de nogueira pecã está concentrada nos municípios de Cruzaltense, Severiano de Almeida, Itatiba do Sul, Gaurama, Entre Rios do Sul, Barra do Rio Azul e Ponte Preta. Nestes municípios, mais de 20 produtores cultivam noz pecã, numa área total de 30 hectares, com cultivares das variedades Barton, Imperial e das polinizadoras como as variedades Stuart e Shawnee.

“A maioria dos pomares ainda não está no pico de produção”, informou Poletto, ao aconselhar que o cultivo seja consorciado com a erva-mate, gado de leite e corte, fruticultura, entre outras opções. A programação prosseguiu, à tarde, no pomar, com orientações práticas ministrada por Júlio Carneiro, da empresa Divinut.