Saiba como deixar o encontro com os amigos mais saudável

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Em geral, as confraternizações acabam girando em torno de cardápios calóricos. Mas é possível buscar opções melhores para a saúde sem deixar de lado o hábito de comer junto.

Segundo Irene Coutinho de Macedo, coordenadora do curso de Nutrição, do Centro Universitário Senac (SP), é importante que as pessoas cultivem o hábito de se reunir para fazer refeições juntos e é mais interessante ainda quando elas fazem a própria refeição. “Ao preparar o alimento, a gente sabe a procedência dos ingredientes”, afirma.

Quanto ao cardápio, Irene sugere alternativas para os pratos tradicionais, como o churrasco. “Vamos pegar o churrasco, podemos trazer outros elementos para melhorar a qualidade da alimentação, optar por carnes com menos gordura, além de incluir hortaliças, berinjela, tomate, beterraba, entre outros”, explica.

Outra opção é variar o cardápio, buscando outras culinárias, como a mexicana ou a árabe, por exemplo. “Essas cozinhas usam ingredientes mais naturais para o preparo. Assim, consegue-se uma alimentação menos monótona, mais diversificada. Dá para diversificar sem perder em qualidade e sabor”, afirma.

Para evitar
Mesmo nas reuniões e eventos com os amigos, se recomenda que os alimentos ultraprocessados sejam evitados. Segundo a coordenadora do curso do Senac, não há uma quantidade recomendada para esse tipo de alimento. O ideal é que se priorize alimentos in natura, preparados em casa.

“O consumo dos alimentos ultraprocessados pode levar à obesidade, que é um problema em saúde pública. Se consome um grande volume de alimentos com carga energética muito alta, que podem causar diabetes, pressão alta”, explica a coordenadora. Outro fator importante é evitar o excesso.

Comer junto
Os eventos sociais com comida podem ser uma ótima opção para estreitar laços. “Preparar o alimento de forma coletiva, estar junto, deixa as pessoas mais próximas. Quando a gente prepara e come com as outras pessoas, come melhor, não faz a refeição sozinho, se senta à mesa e observa mais o que consome”, enumera Irene.

Para a coordenadora, a partir da observação do que se come, é possível melhorar a qualidade de vida como um todo.