Sinais para desacelerar

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Sim, o estresse desequilibra o organismo, mas ele tem um lado bom: normalmente, bem antes de isso acontecer, ele dá várias pistas de que é hora de rever a rotina e os hábitos de vida. O problema é que, por causa da correria, do excesso de trabalho, das preocupações e responsabilidade, muita gente acaba não dando valor a esses indícios…

Segundo o cardiologista Hélio Castello, diretor da Angiocardio, em São Paulo, os sinais mais frequentes de que algo não vai bem são: dores na cabeça, no peito e no corpo, cansaço excessivo, insônia, desânimo, irritabilidade, falta de ar, visão turva, tontura, dificuldade de concentração, fome excessiva ou perda do apetite, ganho de peso ou emagrecimento (sem que você tenha feito dieta ou exercícios), diarreia, taquicardia e aumento na transpiração.

Para quem se reconheceu em dois ou três deles, o cardiologista tranquiliza: “O diagnóstico de estresse só é dado após serem descartadas doenças orgânicas e avaliado o histórico clínico de cada pessoa, bem como sua rotina”.

O tremor involuntário das pálpebras é um bom exemplo. Além de ser avaliado como um sinal de estresse, ele também pode ser consequência do consumo exagerado de cafeína, da carência de algumas vitaminas e minerais e, eventualmente, um sintoma da síndrome do olho seco. “O importante é diferenciar quando o quadro é frequente ou recorrente e informar ao médico e procurar adotar hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular e check-up periódico”, diz o Dr. Hélio Castello.