Clima favorece lavouras de soja na região do Alto Uruguai

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A colheita de soja nas áreas com cultivares precoce e com plantio mais no cedo avança na região do Alto Uruguai. As lavouras estão com 70% em fase de enchimento de grãos, 24% maduro e por colher. A área cultivada com soja é de mais de 233 mil hectares. As lavouras, até o momento, segundo informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, apresentam bom desenvolvimento vegetativo. Os produtores estão controlando a ferrugem asiática, mas a doença requer atenção constante por parte dos produtores. As condições climáticas têm favorecido a cultura.

A boa produtividade das lavouras de milho, comparada à safra 2014/2015, tem deixado os produtores otimistas. As lavouras estão em período de colheita que deverá se estender pelos próximos dias. A maioria dos cerealistas interrompe o recebimento de milho tão logo se intensifique a colheita da soja. De acordo com levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, as lavouras apresentam alto potencial de produtividade com previsão de ficar, em média, acima dos 150 sacos por hectare na região do Alto Uruguai. Mais de 75% da área cultivada está colhida.

A colheita do trigo está encerrada. Mas as lavouras não apresentaram a produtividade e qualidade dos grãos esperadas, de acordo com informativo da Emater/RS-Ascar. A produtividade, em média, ficou em 1.333 kg/ha. O saco está sendo comercializado a R$ 32,00 para o cereal com ph acima de 76 e a R$ 24,00 o saco para trigo com ph entre 69 e 71.

A situação da cevada é semelhante a dos trigais devido à geada e excesso de chuvas do ano passado. A produtividade oscila entre 15 a 25 sacos por hectares na média.

Situação das criações

Apicultura – O alto volume de chuvas ocorrido durante os meses de primavera e verão prejudicou o trabalho das abelhas e como consequência a produção de mel. No momento, o volume de floradas é muito pequeno e a quantidade disponível de recursos basicamente atende a necessidade das colmeias, de acordo com informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. Os apicultores colheram pequena quantidade de mel e já comercializaram praticamente toda a produção. Os produtores continuam realizando o manejo das colmeias. Há boa procura de mel, mas a oferta é pequena. O mel está sendo comercializado de R$ 15,00 a R$ 20,00/kg, na venda direta ao consumidor.

Piscicultura – As condições climáticas da última semana foram normais para a atividade na região do Alto Uruguai, com alta taxa de renovação de água dos açudes. As altas temperaturas também ajudaram no metabolismo e desenvolvimento dos peixes. As carpas vivas foram comercializadas, em feiras, entre 8,00 e 10,00 R$/kg e as tilápias, a 10,00 R$/kg. A piscicultura é uma atividade complementar nas propriedades rurais, apesar dos excelentes resultados econômicos que pode gerar. Houve alta procura por peixes na semana, mas a oferta continua baixa, não atendendo a demanda. Os produtores estão se preparando para as feiras do peixe vivo ou comercialização direta nas propriedades, durante a Semana Santa.

Bovinocultura de leite – Na última semana choveu 23 mm e no mês de fevereiro 368 mm, tendo por base o pluviômetro localizado no Escritório Regional Emater/RS-Ascar de Erechim. As pastagens anuais de verão estão em final de ciclo e apresentam pequena oferta de pasto, enquanto que as perenes de verão ainda apresentam boa oferta. Os serviços de elaboração de silagem foram concluídos, no entanto alguns produtores fizeram plantio de milho safrinha para silagem. Além das pastagens, para alimentar os animais os produtores estão utilizando silagem, feno, grãos, farelos e ração. Os preços do litro de leite variaram de R$ 0,75 a R$ 1,15, com média R$ 0,90.

Suinocultura – Os produtores continuam insatisfeitos com o retorno econômico obtido com o desenvolvimento da atividade e isso se deve aos altos preços dos insumos. Na região o milho está sendo comercializado de R$ 35,00 a 44,00 por saca, o kg do farelo de soja de R$ 1,40 a 1,70 e o kg do suíno vivo R$ 2,90. O alojamento de matrizes e animais para abate continua estável, segundo as empresas que atuam com suíno na região.