Cooperativas do Sistema Cresol Central lançam Plano Safra 2018/2019

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As Cooperativas do Sistema Cresol Central SC/RS realizaram nesta segunda-feira (2) o lançamento do Plano Safra 2018/2019. A atividade ocorreu nas 30 Cooperativas do Sistema, simultaneamente às 9h. Neste novo ano agrícola as taxas de juros ficaram entre 2,5% a 4,6% ao ano, válidos a partir desta segunda-feira.

No lançamento do Plano Safra, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), anunciou recursos na ordem de R$ 31 bilhões para o ano agrícola. Além disso, o diretor de Fomento a Negócios da Cresol Central SC/RS, Braulio Zatti, comenta que uma grande conquista para as Centrais filiadas a Cresol Confederação foi a equalização de R$ 900 milhões, via BNDES, para ser operado pelas Centrais. Sendo R$ 550 milhões com juros de 4,6% ao ano e mais R$ 350 milhões com juros de 2,5% ao ano. “E pela primeira vez na história do Cooperativismo Cresol tivemos equalização de R$ 100 milhões direto do tesouro para nossas Cooperativas, equalizando nosso próprio recurso, conquista essa que vai nos dar muito mais agilidade e autonomia”, destacou Zatti.

Conforme a Sead, os créditos de custeio ficam disponíveis quando os recursos se destinam a cobrir despesas habituais dos ciclos produtivos, da compra de insumos à fase de colheita. Já os créditos de investimento são aplicados em bens ou serviços duráveis, cujos benefícios repercutem durante muitos anos. Por fim, os créditos de comercialização asseguram ao produtor rural e a suas cooperativas os recursos necessários à adoção de mecanismos que garantam o abastecimento e levem o armazenamento da colheita nos períodos de queda de preços.

O valor liberado de crédito rural pela Cresol Central na safra 2016/2017 foi de R$ 333.435.157,47. Já na safra 2017/2018 foram liberados R$ 374.719,54, um aumento de 12,4%. Nos créditos para custeio o destaque da safra anterior foi a cultura de bovinos de leite no valor de R$ 75.662.140,03, seguida pela soja no valor de R$ 69.202.416,66. Outros produtos em destaque são milho, trigo, bovinos para corte, leite, suínos, arroz, piscicultura e uva. Já no crédito rural para investimento o destaque ficou em tratores no valor de R$ 23.817.634,23. Seguido pela suinocultura; máquinas e implementos; depósito, galpão, paiol, estufa e instalação; bovinocultura de leite-matrizes; colheitadeiras; bovinocultura de corte – matrizes; avicultura, entre outros.

Novidades do novo Plano Safra
O enquadramento de renda mudou no novo Plano Safra. Antes poderiam financiar pelo Pronaf, famílias que tivessem renda bruta nos últimos 12 meses até R$ 360 mil. Agora aumentou para R$ 415 mil. Já o limite para financiar no Pronaf Custeio manteve-se em R$ 250 mil por mutuário. A taxa de juros também manteve-se em 2,5% ao ano para operações destinadas ao cultivo de feijão, arroz, trigo, mandioca, batata-doce, tomate, cebola, alho, laranja, banana, abacaxi, entre outros. Da mesma forma para operações que visem o cultivo em sistemas de produção de base agroecológica ou em transição para sistemas de base agroecológica e para o custeio pecuário destinado à apicultura, bovinocultura de leite, piscicultura, ovinos e caprinos. A mesma taxa de juros é aplicada para operações destinadas a plantio de milho até o valor de R$ 20 mil. A partir desse valor a taxa fica em 4,6 % ao ano, um pouco menor do que no ano anterior que era de 5,5%. O mesmo ocorreu para as operações destinadas a aquisição de animais destinados a recria e engorda que no novo ano agrícola será de 4,6%.

Já para o Pronaf Investimento foi mantido o limite de até R$ 330 mil para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura e até R$ 165 mil para os demais empreendimentos e finalidades. A taxa de juros se manteve em 2,5% ao ano nos casos de investimento em adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais; formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados a alimentação animal; construção de silos, ampliação e construção de armazéns destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras; aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras; entre outros.

A taxa de juros do Pronaf Investimento para aquisição de caminhonete de carga destinada à atividade rural reduziu também de 5,5% para 4,6% ao ano. A novidade é a inclusão da possibilidade de financiar pelo Pronaf motocicleta destinada à atividade rural, com taxa também de 4,6% ao ano.

O diretor Zatti destaca que outra conquista importante foi o aumento do valor para aquisição dos equipamentos usados. A aquisição de colheitadeiras usadas que tinha limite de R$ 100 mil passou para R$ 165 mil. Já para outros itens a exemplo do trator, de R$ 50 mil aumentou para limite de R$ 80 mil, o que para o diretor é um aumento significativo e importante.

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