Coronavírus: deve-se evitar produtos importados da China?

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Diante da epidemia do novo coronavírus, consumidores que estão aguardando encomendas vindas da China têm se perguntado: será que os produtos originários do país asiático, onde o agente do coronavírus foi recentemente identificado, podem oferecer risco de infecção a quem abrir um produto de lá?

Especialistas apontam que o envio de embalagens por correio internacional não deverá trazer risco aos consumidores no Brasil, devido ao tempo decorrido da remessa à chegada. Isso porque, em geral, os coronavírus sobrevivem pouco tempo no ambiente.

O coronavírus é de uma família de vírus que são cobertos com um envelope lipídico, uma camada com gordura em volta do vírus, que o torna vulnerável a um simples detergente, por exemplo. Além disso, a lavagem das mãos com água e sabão é capaz de inativar um vírus com essas características.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmou que não há, até agora, nada que indique qualquer risco associado à importação de produtos industrializados e ou de origem animal.

“Em geral, por causa da baixa sobrevivência dos coronavírus em superfícies, há um risco muito baixo de disseminação por meio de produtos ou embalagens enviadas ao longo de dias ou semanas em temperatura ambiente”, informou o órgão.