Cremers apura conduta de seis médicos gaúchos por passarem informações falsas relacionadas ao coronavírus

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Sindicância poderá resultar na cassação dos registros profissionais dos envolvidos

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) abriu sindicância para apurar a conduta de seis profissionais que atuam no Estado e que sugeriram, por meio de redes sociais, dicas equivocadas para tratamento e imunização contra o coronavírus. Entre os casos, um deles, por exemplo, recomendou a autoinoculação do vírus para criar imunidade em pacientes fora do grupo de risco. Em outra situação, um médico sugeriu uma fórmula para fabricação caseira de hidroxicloroquina.

Outros dois casos recebidos pelo Cremers envolvem um profissional do Amazonas e uma profissional de São Paulo, que também publicaram possíveis fórmulas para tratar a doença ou criar imunidade na pessoa sadia. Nestas duas situações, a apuração foi encaminhada para os Conselhos de Medicina dos dois Estados.

De acordo com a entidade, sempre que irregularidades desse tipo ocorrem é aberta uma sindicância. O prazo, geralmente, se estende por seis meses, contando com análise de uma comissão. Os processos podem ser arquivados ou transformar-se em processo ético profissional. Nesse caso, as penas variam e podem, inclusive, levar à cassação do registro do profissional.

— Nesse momento, o mais importante é não se propagar o pânico. Caso os pacientes tiverem qualquer dúvida, devem entrar em contato diretamente com o Cremers — destacou o presidente do Conselho no RS, Eduardo Neubarth Trindade

Além dos casos envolvendo profissionais médicos, desde o início da pandemia da covid-19 uma onda de notícias falsas e possíveis tratamentos para a doença também começaram a se espalhar pela internet.

No Rio Grande do Sul, o setor jurídico do Cremers tem recebido, em média, uma denúncia por semana sobre pessoas que estão utilizando redes sociais para dar dicas de “curas milagrosas” para a doença e medicamentos para evitar contrair o coronavírus. Os alertas são recebidos através do e-mail denuncia@cremers.org.br.