Sem discursar, Bolsonaro participa de cerimônia de troca de chefia do Comando Militar do Sul

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O presidente Jair Bolsonaro se manteve em silêncio durante toda a cerimônia de posse do general gaúcho Valério Stumpf Trindade como novo chefe do Comando Militar do Sul (CMS). O evento ocorreu no final da manhã desta quinta-feira (30), no Salão de Honra do CMS, localizado na Rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre. Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, estiveram na capital gaúcha especialmente para participar do ato.

Stumpf substituiu o general Geraldo Antonio Miotto, que desde março de 2018 ocupava o cargo. Segundo o CMS, o protocolo da cerimônia não previa fala do presidente e do vice. Em entrevista ao Exército, antes do evento iniciar, Bolsonaro afirmou que os generais são “dois militares que sempre estiveram à disposição da democracia e da liberdade”, e elogiou a trajetória dos militares no país:

— As Formas Armadas sempre estiveram à disposição da população brasileira para que a paz e a ordem reinassem entre nós.

A troca de comando é um evento que, habitualmente, reúne centenas de militares e diversas autoridades em uma área aberta. Este ano, devido à pandemia de coronavírus, foi uma cerimônia fechada e de acesso restrito.

O evento, transmitido em vídeo pelas redes sociais do CMS, foi dividido em dois momentos: primeiro, a cerimônia de inauguração do retrato do general Miotto, seguido da passagem de comando do CMS. Com exceção das autoridades, a maior parte dos convidados utilizava máscaras durante a cerimônia.

O Comando Militar do Sul abrange 52 mil militares e representa um quarto do Exército brasileiro. Também concentra a maior parte dos blindados do país e possui tropas de elite para pronto-emprego em qualquer região do mundo.

Após 48 anos de serviço militar, Miotto, natural de São Marcos, encerra suas atividades na ativa. Em seu discurso de despedida, o general agradeceu aos militares que estão executando a obra de duplicação da BR-116 e ajudando no combate ao coronavírus.

Natural de São Gabriel, Stumpf, 60 anos, esteve em duas guerras civis nos anos 1990, a de Angola e a da antiga Iugoslávia, como observador militar da Organização das Nações Unidas (ONU). No Rio Grande do Sul, esteve à frente do 3º Regimento de Cavalaria de Guardas (Regimento Osorio), em Porto Alegre, a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (Santiago) e a 3ª Região Militar (Porto Alegre), além de ter sido comandante-adjunto no Comando Militar do Sul.

— É um honra e privilégio retornar a área onde servi por mais de 13 anos. Tive a alegria e a satisfação de testemunhar o excepcional trabalho que vem sendo realizado no comando. Meu maior desafio é suceder Miotto e dar prosseguimento as suas realizações— afirmou general Stumpf.