Lavouras de inverno poderão ter áreas de cultivo reduzidas na região do Alto Uruguai

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A Emater/RS-Ascar, através do escritório regional de Erechim, estima que haja redução nas áreas de cultivo das lavouras de inverno na região do Alto Uruguai, embora ainda não haja previsão de inicio de plantio. Mas para a lavoura de trigo, por exemplo, os preços praticados e o aumento dos insumos indicam que poderá haver redução na área a ser cultivada em 20% na região. Também há estimativa redução na área de cultivo da canola.

Já as colheitas das lavouras de soja e de milho estão na fase final na região do Alto Uruguai, de acordo com informativo conjuntural do escritório regional de Erechim. Restam algumas lavouras de milho cultivadas no tarde ou após silagem De acordo com a Emater/RS-Ascar. As lavouras de feijão, 2ª safra, apresentam bom desenvolvimento vegetativo. Nas áreas já colhidas a produtividade varia entre 1.200 e 2.000 kg/ha. As lavouras de feijão apresentam sanidade e desenvolvimento bons. As chuvas ajudaram na produtividade, mas em algumas lavouras favoreceu a presença de doenças, o que fez com que houvesse diferença de produtividade. As lavouras que estão por colher estão um pouco melhores e deverão aumentar a produtividade média da região. As lavouras de feijão estão com 20% em fase de enchimento de grão, 65% maduro e por colher e 15% colhido.

Ainda há produtores realizando os preparativos para implantação das pastagens de inverno. Mas, segundo a Emater/RS-Ascar, a grande maioria já conclui o plantio das pastagens para o período. No momento, a oferta de pasto para os animais é pequena. Além das pastagens, para alimentar os animais, os produtores estão utilizando silagem, feno, grãos, farelos e ração. O preço médio por litro de leite a ser pago aos produtores varia de R$ 0,60 a 0,85, com tendência de estabilidade.

Na área de suinocultura, os produtores estão preocupados porque nos últimos meses ocorreu redução nos preços dos suínos e houve acréscimo nos preços dos insumos. Esta situação onera o custo de produção e como consequência reduz a rentabilidade da atividade. Segundo as empresas que atuam na região o alojamento de matrizes e animais para abate continua estável. Na região o milho está sendo comercializado de R$ 22,00 a 31,00 por saca, o kg do farelo de soja de R$ 1,30 a 1,70 e o kg do suíno vivo R$ 3,00.