Michel Temer dá posse a 24 novos ministros do governo

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O presidente em exercício Michel Temer deu posse nesta quinta-feira (12) aos novos ministros que vão compor o governo. Temer assume o posto no lugar da presidente Dilma Rousseff, afastada mais cedo pelo plenário do Senado, que deu início ao processo de impeachment dela.

Grande parte dos nomes do ministério já havia sido divulgada mais cedo pela assessoria de Temer. Entre os novos integrantes do primeiro escalão estão Henrique Meirelles (Fazenda), Romero Jucá (Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e José Serra (Relações Exteriores).

Após concluir o ato de posse, Temer fez seu primeiro pronunciamento como presidente em exercício. Ele falou em reequilibrar as contas públicas, recuperar investimentos e manter programas sociais, como o Bolsa Família, ProUni e Minha Casa, Minha Vida.

No início da noite, o peemedebista foi para cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

Ao longo de toda a manhã, Temer permaneceu no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, acompanhado de aliados e conselheiros políticos. A mulher de Temer, Marcela, e o filho deles, Michel, desembarcaram na tarde desta quarta (11) em Brasília, enquanto o Senado ainda discutia o pedido de impeachment de Dilma.

Enquanto Temer recebia aliados no Jaburu, pela manhã, a presidente afastada Dilma Rousseff também fez um pronunciamento no Planalto, logo após ter sido intimada pelo senador Vicentinho Alves (PR-TO) sobre a decisão do Congresso Nacional.

Dilma voltou a dizer que o impeachment é “golpe” e que o afastamento dela é “a maior das brutalidades”. Em seguida, Dilma fez um discurso no pé da rampa do Planalto, a um grupo de integrantes de movimentos sociais que decidiram apoiá-la. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a acompanhou.

Confira abaixo a relação dos novos ministros:

– Fazenda: Henrique Meirelles
– Planejamento: Romero Jucá (PMDB)
– Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Marcos Pereira
– Relações Exteriores (inclui Comércio Exterior): José Serra (PSDB)
– Casa Civil: Eliseu Padilha (PMDB)
– Secretaria de Governo: Geddel Vieira Lima (PMDB)
– Secretaria de Segurança Institucional (inclui Abin): Sérgio Etchegoyen
– Educação e Cultura: Mendonça Filho (DEM)
– Saúde: Ricardo Barros (PP)
– Justiça e Cidadania: Alexandre de Moraes
– Agricultura: Blairo Maggi (PP)
– Trabalho: Ronaldo Nogueira (PTB)
– Desenvolvimento Social e Agrário: Osmar Terra (PMDB)
– Meio ambiente: Sarney Filho (PV)
– Cidades: Bruno Araújo (PSDB)
– Ciência e Tecnologia e Comunicações: Gilberto Kasssab (PSD)
– Transportes: Maurício Quintella (PR)
– Advocacia-Geral da União (AGU): Fabio Medina
– Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU): Fabiano Augusto Martins Silveira
– Defesa: Raul Jungmann (PPS)
– Turismo: Henrique Alves (PMDB)
– Esporte: Leonardo Picciani (PMDB)
– Minas e Energia: entre PMDB e PSB
– Integração Nacional: entre PMDB e PSB

Publicação no Diário Oficial
As nomeações de novos ministros devem ser publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (12). Nesta noite, já foi publicado, em edição extra, o corte de ministérios de 32 para 24. Foram extintos:

– Secretaria de Portos da Presidência da República
– Secretaria  de Aviação Civil da Presidência da República
– Secretaria  de Comunicação Social da Presidência da República
– Controladoria-Geral da União
– Ministério da Cultura
– Ministério das Comunicações
– Ministério do Desenvolvimento Agrário;
– Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos
– Casa Militar da Presidência República

As pastas a seguir que foram transformadas para abrigar as competências das secretarias e dos ministérios extintos:

– Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior se tornou  Ministério da Indústria, Comércio e Serviços
– Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação se tornou Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
– Ministério da Educação se tornou Ministério da Educação e Cultura
– Ministério do Trabalho e Previdência se tornou Ministério do Trabalho
– Ministério da Justiça se tornou Ministério da Justiça e Cidadania
– Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome se tornou Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário
– Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão se tornou Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
– Ministério dos Transportes se tornou Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Ficam criados:

– Ministério  da Transparência, Fiscalização e Controle (ex-CGU)
– Gabinete de Segurança Institucional da Presidência  da República.