Ministério da Saúde amplia oferta de seis vacinas em 2017

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O Ministério da Saúde apresentou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, mudanças no Calendário Nacional de Vacinação de 2017, com alterações de vacinas nas faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos). Seis das 19 vacinas oferecidas, recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tiveram oferta ampliada: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, Meningocócica C e hepatite A.

As alterações, conforme o ministério, visam aumentar a proteção das crianças e ampliar a imunidade dos adolescentes, bem como manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir casos de caxumba e coqueluche em adultos. Dessa forma, a expectativa é combater mais efetivamente estas doenças e impedir a reincidência delas.

No caso da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a mudança no calendário considera a situação epidemiológica da caxumba nos últimos anos. Duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era aplicada apenas em pessoas com até 19 anos. Já para os adultos de 30 a 49 anos, será administrada apenas uma dose de tríplice viral.

Especificamente para as crianças, ocorreu mudança no que se refere à ampliação da oferta da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), que passa a ser administrada de 15 meses até 4 anos. A recomendação é que a primeira dose da tríplice viral seja aplicada aos 12 meses de vida, e a segunda aos 15 meses, com a dose de varicela (tetra viral). Segundo ministério, em países que adotaram esquema de uma dose contra varicela, houve queda acentuada do número total de casos da doença.

Já a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) tipo adulto agora é recomendada para gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que não foram vacinadas com a dTpa adulto na gestação devem receber uma dose no puerpério (até 40 dias após o parto), o mais precoce possível. O ministério destaca que a vacina dTpa na gestação busca garantir que os bebês nasçam protegidos contra a coqueluche.

Neste ano também estará disponível a vacina contra HPV para meninos, de 12 e 13 anos, e para meninas de 14 anos – desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. Tal vacina também passa a ser oferecida para homens vivendo com HIV e aids entre 9 e 26 anos de idade, e para imunodeprimidos. As mulheres (9 e 26 anos) que vivem com HIV/Aids já recebem a vacina contra o HPV desde 2015.

A vacina meningocócica C (conjugada) também passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 a 13 anos. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2010, para crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal. A meta da ampliação da vacina contra meningite C é atingir 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes.

Por último, a vacina da hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era de até 2 anos. A vacina, segundo o ministério, é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.

Conforme o Ministério da Saúde, toda essa ampliação foi possível pela economia de R$ 66,5 milhões, a partir da redução de até 11% no valor das vacinas Hepatite A, HPV e dTpa. A economia teve impacto em todo programa nacional de imunização, permitindo a aquisição de mais de 11,5 milhões de doses da vacina de febre amarela. Por ano, são oferecidas pela rede pública de saúde cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos contra mais de 20 doenças.

“Estamos fazendo esse esforço de conscientização para a vacinação para que todos possam ficar imunes”, afirmou o ministro Ricardo Barros ao final da coletiva. “É mais barato, é mais confortável para a população se imunizar do que cuidar de doenças”, explicou.

Para aumentar os resultados, ele ainda revelou uma parceria com o Ministério da Educação: “Nós estamos acordando com o MEC uma cooperação para ampliar a cobertura vacinal entre os adolescentes nas escolas”, contou. Já a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Molina, destacou a importância da caderneta de vacinação. “É importante o zelo com a caderneta de vacinação também com adolescente e o adulto. A vacinação no Brasil é boa, mas queremos atingir os pequenos grupos que ainda não se imunizaram”, destacou.