Nova fase da Lava-Jato investiga corrupção na Caixa e no Ministério da Saúde

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A deflagração da 11ª fase da Operação Lava-Jato nesta sexta-feira confirmou a intenção de direcionar as investigações para fora da Petrobras. O foco das atenções é o ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR),preso na manhã desta sexta-feira, em Londrina, no Paraná.

A suspeita dos investigadores é de que Vargas, cassado pela Câmara e expulso do PT, comandava um esquema para desviar recursos da publicidade oficial da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.

O esquema funcionaria da seguinte forma: as agências de publicidade contratadas faziam subcontratações para prestação de serviço. Depois, novas empresas eram subcontratadas, configurando uma quarteirização. No final do processo, nenhum serviço era prestado e o dinheiro era repassado a Vargas, que exigia a subcontratação de agências indicadas por ele.

As buscas realizadas pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira tinham o objetivo de confirmar a ligação de Vargas com esse esquema. Segundo informações preliminares, a ação foi bem-sucedida e o ex-deputado petista estaria bastante implicado.

Investigadores consideram prematuro dizer que ele agia sozinho e como mantinha influência sobre a publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. Vargas será ouvido pelos investigadores para confrontar os fatos apurados.

Além da corrupção na Petrobras, a Operação Lava-Jato investiga obras do setor elétrico, podendo avançar, ainda, sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit).

Na nova fase da Lava-Jato, denominada A Origem, foram presos, ainda os ex-deputados Luiz Argôlo (ex-PP e atual Solidariedade-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE). As detenções se referem a crimes como fraude em licitação, corrupção passiva e ativa, entre outros.

Também foram detidos Leon Vargas, irmão de André Vargas, Elia Santos da Hora, secretária de Argôlo, Ivan Torres, apontado como laranja de Corrêa, e Ricardo Hofman, diretor de agência de publicidade.