Extraordinária festa de leigos da Diocese de Erexim na solenidade de Cristo Rei

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O CTG Sentinela da Querência acolheu em torno de 1.400 leigos e leigas das 30 Paróquias da Diocese de Erexim, com o Bispo, 35 padres, 5 diáconos, seminaristas e religiosos na tarde deste último domingo de novembro, 25, e último do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei no encontro que marcou o final do Ano Nacional do Laicato. Foi uma extraordinária festa de leigos, que, como disse Dom José no final da celebração, ficará para a história. Foi um evento preparado, coordenado e conduzido pela Comissão Diocesana de leigos quem se reunindo periodicamente desde setembro do ano passado.

Ao chegarem à porta do CTG, as pessoas se sentiam cativadas pela acolhida calorosa de voluntários entregando um lenço para cada uma com a logomarca do Ano Nacional do Laicato e outras acenando com balões e os mascotes “leiguita” e “leiguito” esbanjando simpatia. No salão, cantos vibrantes animados pelo Pe. José Carlos Sala e equipe, criando clima de festa.

O encontro, além desta acolhida contagiante com cantos de animação na chegada das caravanas, teve três momentos: a apresentação dos rostos do laicato na Diocese de Erexim, com narrações, cantos, coreografias e símbolos; apresentação musical e motivacional com grupo de leigos maristas de Porto Alegre e a celebração da Missa, presidida por Dom José Gislon.

A presença e a ação dos leigos e leigas na Diocese de Erexim

A primeira parte do encontro de leigos iniciou recordando que a fé cristã que reunia a todos começou com Abraão, culmina em Jesus Cristo e se prolonga na história pela ação da Igreja. Ela chegou a esta região há um pouco mais de cem anos apenas. Há mais de 300 anos, indígenas viviam por estas terras. Depois, a região foi refúgio de fugitivos de revoluções e da polícia. Em 1908, o Presidente do Estado do Rio Grand do Sul criou a Comissão de Terras para a colonização da região, com sede em Getúlio Vargas que se chamava Erechim. Fator preponderante para a chegada de colonos a diversas localidades do atual Alto Uruguai foi a estrada de ferro, cuja estação de Erechim foi inaugurada em 1910. Na sua maioria, os que chegavam eram de forte religiosidade. Ao se estabelecerem aqui, definiam um local para colocar uma cruz e aí se reunirem para a oração do terço aos domingos. Não demorava, construíam um capitel. Mais tarde uma igreja maior, que, posteriormente se tornava a igreja da sede de uma paróquia. E assim surgiu a primeira quase paróquia ou Curato, de Getúlio Vargas, criado em 25 de outubro de 1911 e, sucessivamente, as outras. O crescimento das Paróquias com suas respectivas comunidades, possibilitou a Igreja criar a atual Diocese de Erexim.

Estes dados históricos e a presença e atuação dos leigos desde as primeiras comunidades até as atuais foram representados de diversas formas, numa narração vibrante e dinâmica envolvente que envolveram e encantaram a todos. Uma mini máquina do trem e mini vagões rodaram no palco. Um capitel e a atual igreja de Getúlio Vargas foram apresentados em miniatura, com a Invernada Juvenil do CTG Tropilha Crioula daquela cidade apresentando canções, especialmente uma oração à Virgem Maria Imaculada Conceição, padroeira da Paróquia. Representantes das pastorais, dos movimentos e serviços de Igreja, com símbolos, cartazes e balões expressaram o engajamento dos leigos na vida da Igreja e sua presença cristã na sociedade.

Leigos cantando, refletindo e dando depoimentos com leigos

No segundo momento da festa do laicato na Diocese de Erexim, os cinco integrantes da Banda de leigos maristas de Porto Alegre alternaram cantos de caráter evangelizador, de motivação para a presença transformadora do cristão leigo na sociedade, da tradição gaúcha e outros com reflexões e depoimentos de sua própria vida. Acentuaram o protagonismo dos leigos e leigas, que só acontece com autenticidade, coerência e outros princípios éticos e morais fundamentais, profunda espiritualidade encarnada na vida concreta, formação permanente, disponibilidade para servir sempre e a todos, colocando os próprios dons a serviço da família, da comunidade e da sociedade. Concluíram a apresentação com uma oração à Virgem Maria, cuja imagem foi entronizada pelo grupo de anjinhos da Boa Mãe da comunidade São Marcelino Champagnat de Getúlio Vargas, coordenado por Reni Giaretta Oleksinski.

Os integrantes do grupo, todos de Porto Alegre, são: Luís Alfonso Heckler, coordenador de pastoral do Colégio Marista Rosário; Marcelo Rodel, coordenador de turno do mesmo Colégio; Gustavo Balbinot, assessor de espiritualidade e patrimônio marista, canto e compositor; Edison Carlos Jardim de Oliveira, leigo marista da Família Champagnat, membro do Conselho Nacional do Laicato do Brasil pelo Regional Sul 3 e da Equipe de Partilha de Carismas da Conferência dos Religiosos do Brasil; Edson Moacir Schirmer, também leigo marista de Champagnat, assessor da Comissão de Vida Consagrada e Laicato Maristas e coordenador do Movimento Champagnat da Família Marista da Província Brasil Sul-Amazônia.

A celebração eucarística na culminância da festa do laicato

No clima alegre e vibrante do encontro de leigos, Dom José presidiu a missa, concelebrada pelos 35 padres participantes do encontro.

No canto do glória, representantes das 30 paróquias levaram até a frente do altar a capelinha da Sagrada Família, recebida no dia da Solenidade de Cristo Rei, dia 26 de novembro do ano passado, na Catedral São José, na abertura do Ano Nacional do Laicato na Diocese de Erexim.

Na saudação inicial de sua homilia, Dom José ressaltou o empenho da Comissão Diocesana de Leigos na animação do ao a eles dedicado, com o acompanhamento constante do Pe. Maicon Malacarne, coordenador diocesano de pastoral. Depois, referiu-se à solenidade do dia, Cristo Rei do Universo, na qual a Igreja Católica no Brasil vive o Dia dos Leigos e Leigas, conclui o Ano Nacional do Laicato e inicia a Campanha para a Evangelização. Expressou reconhecimento aos leigos e leigas, que, na Igreja comunidade de fé, dão testemunho de Cristo, vivendo o batismo, um discipulado de amor serviço a Ele, no serviço aos irmãos e irmãs na comunidade. Ressaltou a realeza e o reinado de Cristo, que não se definem pelos critérios do mundo, mas pelos do Evangelho. De sua realeza, participam todos os batizados. Lembrou aspectos da missão do leigo e exortou a todos a pedir a graça de não hesitar quando o Espírito exige um passo à frente e a coragem apostólica de comunidade o Evangelho aos outros.

No final da missa, Pe. Maicon enalteceu a atuação da Comissão Diocesana de Leigos, ressaltando que o encontro foi todo planejado e preparado por ela, num verdadeiro testemunho de organização e participação dos leigos na Igreja. Reforçou o desafio de todos estarem engajados em suas respectivas comunidades. Agradeceu efusivamente à direção e colaboradores do CTG Sentinela da Querência, pela disponibilidade e prontidão com que abriram as portas para o evento que estava programado para outro local, mas que de última hora precisou ser transferido. Observou ainda que o encontro do dia não era o final do Ano do Laicato, mas um momento forte, que deve impulsionar e fortalecer a caminhada dos leigos e leigas na Diocese.

Dom José endossou os agradecimentos do Pe. Maicon e manifestou a ele também sua gratidão pelo trabalho desenvolvido na Comissão de Leigos e na dinamização do Ano do Laicato. Ressaltou a presença das crianças no encontro e solicitou que todos, ao retornarem para suas casas e comunidades, transmitissem seu abraço e sua bênção.

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