Cancelamento da Expointer gera perda econômica que vai além da agropecuária

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A Expointer 2020 não ficou imune às restrições impostas pelo coronavírus. Diante do avanço da pandemia, a Secretaria Estadual da Agricultura confirmou, nesta quinta-feira (2), o cancelamento da tradicional feira do agronegócio. O evento é realizado anualmente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana.

Pelo cronograma original, a Expointer estava prevista para o final de agosto. Em junho, até chegou a ser transferida para o período de 26 de setembro a 4 de outubro. Mas, em razão da pandemia, acabou cancelada.

No ano passado, o evento reuniu cerca de 420 mil pessoas. O cancelamento motivado pela covid-19 gera perda econômica que ultrapassa os limites de Esteio, já que a feira movimenta setores diversos – da agropecuária ao turismo de negócios na Capital e Região Metropolitana.

Em 2019, a Expointer registrou R$ 2,7 bilhões somente em vendas seladas dentro do parque. Foi o maior nível, em termos nominais, desde 2014. O motor dos negócios, como de costume, foi o ramo de máquinas e implementos agrícolas. As vendas do setor somaram R$ 2,5 bilhões na ocasião.

Presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier lamenta o cancelamento, mas ressalta que o coronavírus causa uma série de restrições. Conforme o dirigente, tanto expositores quanto possíveis clientes demonstraram receio de ir até Esteio por causa da covid-19.

– É uma pena. Trata-se da grande feira do segundo semestre. Alavanca nossas vendas. Temos de nos reinventar, pensar em opções para reduzir a perda para as indústrias – comenta Bier.