Corpo sarado a qualquer custo

116

“Correr atrás do prejuízo” é um ditado popular que não deve ser seguido à risca para quem deseja praticar atividade física de maneira segura e adequada. “A busca pela melhor forma física, com exercícios intensivos em um curto período de tempo, requer a orientação e o acompanhamento de profissional especializado”, alerta o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann.

Passar o ano todo sem praticar exercícios e passar a fazê-los com cargas elevadas e grande intensidade, sem o acompanhamento profissional, é sinônimo de perigo e possibilidade de contusões. A prática errada de exercícios aliada ao mau uso ou abuso de equipamentos de musculação, por exemplo, podem resultar em lesões ósseas, nos tendões e nos músculos.

“Muitas pessoas acham que obterão um resultado mais rápido se dobrarem a carga de exercícios, e isso não é verdade, o ganho de massa magra é um processo que requer tempo e dedicação. Outro alerta é para dietas alimentares restritivas que comprometem a saúde e podem resultar em compulsão alimentar. Enfim, todo o excesso deve ser observado com atenção redobrada”, explica Reichmann.

Para reduzir os riscos, o médico ortopedista e traumatologista aconselha o desenvolvimento de técnica apurada na execução dos exercícios, além de concentração e boa flexibilidade, lembrando a importância do equilíbrio músculo-esquelético, pois o músculo pode se romper em seu ponto mais fraco.

Conforme o médico, todo o programa de treinamento deve ser compatível com a capacidade do indivíduo de recuperar-se e adaptar-se às demandas das atividades propostas. “É fundamental que se busque orientação de um bom profissional para o desenvolvimento de um programa de treinamento que respeite a individualidade de cada pessoa” orienta Reichmann.

As articulações mais atingidas, nesses casos, são a coluna vertebral, os joelhos, os ombros e os cotovelos. As pessoas devem reiniciar a prática de exercícios de maneira progressiva, de acordo com sua idade, peso e condições gerais de saúde. Além disso, Reichmann recomenda que, após os 40 anos, é importante fazer uma avaliação médica prévia devido ao risco de comprometimento do sistema cardiorrespiratório.